Notícia do Jornal "Folha de São Paulo" de 19 de junho de 2011

Eurogrupo e FMI alertam para expansão mundial da crise grega

Grécia Enquanto o presidente do Eurogrupo adverte do perigo da expansão da crise grega para outros países europeus, o prognóstico financeiro divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) aponta que endividamento maciço da Grécia ameaça economia mundial.

O tema da inclusão de bancos privados na ajuda a Atenas continua controverso.

Depois do consenso entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, em torno da participação de credores privados no resgate da Grécia, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, diz que a medida poderá estender a crise a países como Bélgica e Itália.

O primeiro-ministro de Luxemburgo e presidente do grupo que reúne os países da união monetária, Jean-Claude Juncker, declarou à edição deste fim de semana do jornal "Süddeutsche Zeitung" que a participação de credores privados nas medidas de resgate da Grécia poderia levar as agências de notação de risco a classificarem o país como "inadimplente".

Isso poderia ter consequências graves para outros países europeus, disse Juncker. "A falência pode atingir Portugal e a Irlanda, e devido às altas dívidas também a Bélgica e a Itália, mesmo antes da Espanha", advertiu o presidente do Eurogrupo.

PREOCUPAÇÕES COM A ITÁLIA - A agência de rating Moody's ameaçou rebaixar a notação de crédito da Itália. A atual nota "AA2" está em perigo, advertiu a agência. "AA2" é a terceira melhor notação na Moody's.

A agência justificou a advertência devido à fragilidade estrutural da economia italiana, o que atrapalha o crescimento econômico. Com uma dívida estatal equivalente a 120% do seu Produto Interno Bruto (PIB), a Itália é depois da Grécia a economia mais endividada da zona do euro.

Segundo as normas europeias, o endividamento máximo permitido a um país-membro da zona do euro é de 60% de seu PIB. O país sofre há anos devido à fraqueza de seu crescimento. A Itália é a terceira maior economia do Eurogrupo --e uma crise de endividamento da Itália poderia dificilmente ser superada pelos países da zona do euro.

PREFERÊNCIA POR MEDIDAS DE POUCO RISCO - Em entrevista à edição deste sábado do diário luxemburguês "Luxemburger Wort", Juncker alertou mais uma vez para as conseqüências da participação de credores privados defendida pela Alemanha e França.

Segundo Juncker, não se deve dar a impressão de que "os governos estão fazendo uma grande pressão sobre os investidores na Grécia, querendo aparentar somente para fora que se trata de uma ação voluntária".

Juncker disse que deveria se dar preferência a medidas que estariam abaixo do nível de risco de uma perda de credibilidade pelas agências de rating. "Esta também é a opinião de Berlim e Paris", disse Juncker.

O Banco Central Europeu (BCE) também está cético quanto a uma participação de credores privados e exige, da mesma forma, que tal participação seja absolutamente voluntária.

Caso as agências de rating vejam na medida uma perda de credibilidade, o BCE não poderia mais aceitar títulos gregos como garantias. Isso poderia levar a um colapso dos bancos gregos, que no momento dependem do BCE.

REUNIÃO EM LUXEMBURGO - Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), o endividamento maciço da Grécia representa um perigo não somente para a Europa, mas também para a economia mundial.

Em seu prognóstico financeiro, divulgado nesta sexta-feira em Washington, o FMI explicou que os investidores estão cada vez mais preocupados com o fato da possível incapacidade do governo grego de impor as medidas necessárias para evitar uma falência estatal.

Devido à crise de endividamento, o FMI prevê um caminho difícil para a Grécia. "Eu acredito que todos nós sabíamos que se trata de uma adaptação dolorosa", declarou o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, nesta sexta-feira em São Paulo.

O governo grego deverá agora convencer o país e o Parlamento de que não há outra alternativa, acresceu. Além do primeiro pacote de resgate no valor de 110 bilhões de euros, a Grécia necessita possivelmente de outros 120 bilhões.

Em contrapartida, o país deverá se comprometer a um duro programa de austeridade. Nestes domingo e segunda-feira, os ministros de Finanças dos países da zona do euro irão se reunir em Luxemburgo para discutir detalhes da ajuda à Grécia.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque par a mais informações)

A Bíblia afirma que o final dos tempos também seria caracterizado por uma crise econômica mundial sem precedentes. Esse sinal avançará lentamente e gradativamente até atingir seu clímax quando o anticristo implantar a marca da besta, consolidando e controlando a economia mundial.

Hoje, a economia já trabalha com base em blocos únicos. Um exemplo é reflexo diário das bolsas mundiais às mudanças na economia americana. Portanto, as economias nacionais estão literalmente operando interligadas.

É tempo de vigiarmos pois tais indícios mostram que a Volta de Jesus não está longe de ocorrer, embora não saibamos nem o dia e nem a hora (Mateus 24:36). Somente Deus Pai o sabe.

Estude mais sobre o fator da economia em crise como sinal do final dos tempos, clicando aqui.

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