Notícia do jornal "Folha de São Paulo" de 18 de setembro de 2009

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Países criticam declaração "repugnante" de Ahmadinejad sobre Holocausto

Os Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha criticaram nesta sexta-feira as declarações do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que afirmou mais cedo que o holocausto é apenas um mito criado para justificar a criação de Israel.

O ministro britânico de Relações Exteriores, David Miliband, classificou a declaração do líder iraniano de "repugnante" e "ignorante". "é muito importante que a comunidade internacional se levante contra esta onda de insultos", disse.

Provocando renovadas críticas internacionais, Ahmadinejad, disse nesta sexta-feira que o Holocausto é um mito, uma mentira criada para justificar a criação do Estado de Israel que os iranianos têm obrigação religiosa de confrontar. A declaração foi feita no dia em que o Irã marca o "Dia de Jerusalém", marcha anual pró-palestinos que, este ano, levou opositores de Ahmadinejad às ruas para protestar contra o governo.

"O pretexto [Holocausto] para a criação do regime sionista [como se refere a Israel] é falso. É uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada", disse Ahmadinejad aos apoiadores que ouviam seu discurso na Universidade de Teerã. "Confrontar o regime sionista é um dever nacional e religioso", completou.

Miliband afirmou ainda que o povo do Irã tem "uma grande história e cultura". "Não posso acreditar que a grande maioria deles queira voltar a escrever este capítulo da história, mais que se concentrar no futuro", acrescentou.

A Casa Branca também condenou nesta sexta-feira as "mentiras sem fundamento, ignorantes e cheias de ódio" do presidente iraniano.

"Já ouvimos esse tipo de retórica no passado, mas é óbvio que condenamos as declarações dele. Quero lembrar aqui o que o presidente disse no Cairo: negar o Holocausto é infundado e ignorante", declarou Robert Gibbs, porta-voz de Barack Obama, referindo-se ao discurso do presidente americano para o mundo muçulmano.

Desde que chegou ao poder pela primeira vez, Ahmadinejad provocou condenação internacional por dizer que o Holocausto é uma mentira e que Israel é um "tumor" no Oriente Médio. Seu governo chegou a realizar uma conferência em 2006 para questionar o fato dos nazistas de Hitler terem usado câmaras de gás para matar 6 milhões de judeus na Segunda Guerra (1939-1945) --um fato considerado verídico pela maioria dos historiadores.

Os críticos de Ahmadinejad dizem que o tom de seus discursos ajudou a isolar o Irã e as novas declarações devem prejudicar os esforços renovados da comunidade internacional por um diálogo de desnuclearização. O próprio governo iraniano ofereceu uma nova proposta de diálogo nuclear, mas rejeita incluir seu próprio programa nuclear no debate. O país deve se reunir com as potências globais em 1º de outubro.

"Promover essas mentiras maldosas só contribui para isolar mais ainda o Irã do resto do mundo", afirmou Gibbs.

Na Alemanha, onde o tema ainda é marcado de tensões, o ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, também condenou a declaração de Ahmadinejad e afirmou que o ultraconservador presidente é uma desgraça para o país.

"A declaração de hoje do presidente iraniano é inaceitável. Com suas tiradas intoleráveis ele é uma desgraça para seu país. Esta declaração antissemita exige nossa condenação coletiva", disse.

Negar o Holocausto é considerado crime na Alemanha, passível de pena de até cinco anos de prisão.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

O presidente iraniano volta a provocar a comunidade mundial com a afirmação absurda da não-existência do holocausto. Os atritos entre persas, árabes e judeus continua no Oriente Médio e contribui ainda mais para o cenário em que, futuramente, o anticristo proporá uma paz de sete anos na região, iniciando a Tribulação.

Há quase um ano, o Irã já havia desenvolvido outros mísseis de longo alcance que podem atingir o território israelense. Clique aqui e assista ao lançamento experimental do míssil. Tudo isso comprova a aceleração da formação da aliança antissemita descrita e profetizada em Ezequiel 38. Sem dúvida, a posição antissemita demonstrada pelo presidente iraniano nos últimos anos agrava a situação, devido às suas declarações polêmicas a respeito do Estado judeu.

O profeta Ezequiel escreve acerca de uma aliança inimiga em Ezequiel 38 que tentará invadir Israel no final dos tempos. Ezequiel 38:2-6 diz o seguinte:

"Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada. Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo."

Segundo os historiadores, estes povos correpondem a:

  • Gogue e Magogue: Rússia
  • Persas: Países Árabes (inclusive o Irã)
  • Etíopes ou Cuxe: Etiópia
  • Pute: Líbia
  • Gômer e Togarma: Turquia e Irã, pois estes povos correspondem aos territórios destes destes dois atuais países 
Fiquemos atentos, porque a Bíblia não especifica se a profecia de Ezequiel 38 terá lugar antes ou após o Arrebatamento. Isso significa, sem sombras de dúvida, que o Arrebatamento pode estar na iminência de ocorrer.

Nota: Queremos deixar claro que não temos nada contra o povo iraniano ou qualquer outro povo de origem árabe (ver comentários abaixo). Os acontecimentos aqui citados dizem respeito a governos, líderes, manobras políticas vindas de governantes, e não ao povo em geral. Nosso papel é alertar a respeito do cumprimento das profecias bíblicas que antecedem oArrebatamento, a Tribulaçãoe o Aparecimento Glorioso de Cristo

Clique aqui e aprenda mais sobre este sinal do fim dos tempos. 

Portanto, continuem intercedendo pela paz em Jerusalém, pela reconciliação entre árabes e judeus.

Se você quiser entender melhor o conflito sobre o Oriente Médio tanto do ponto de vista histórico, como do ponto de vista da guerra espiritual, recomendamos os seguintes livros:

  • Ore pela Paz de Jerusalém (Autor: Tom Hess)
  • O Atlas do Oriente Médio (Autor: Dan Smith)

Como cristãos, não podemos permanecer alheios à situação, mas sim temos que entender a mecânica dos acontecimentos no Oriente Médio. Muitos ficam invariavelmente do lado dos judeus, outros dos palestinos nesta hora. Na realidade, a questão é bem mais profunda do que isto.

Estude os sinais do tempo do fim, clicando aqui.

Assista a reportagens sobre Israel e o Oriente Médio clicando aqui.

Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor ddos judeus e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12. Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete reconciliar os povos novamente no final dos tempos durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar oEstado de Israel em 1948- o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

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A Paz do Senhor a Todos!

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