Mensagem do Apóstolo Chuck Pierce: Israel - Paz? Ilegalidade? Mudança?1

Queridos Amigos,

Com as conversações de paz acontecendo entre israelenses e palestinos nesta semana em Annapolis, eu senti que deveria enviar algumas perspectivas para vocês ponderarem e orarem a respeito. Escrevi várias delas em que estou em concordância com Israel. Apresento a análise de do Dr. Dan Juster para todos nós. Gostaria de reiterar que estamos compromissados com as fronteiras que enxertam Israel na aliança abrâmica. A aliança de Deus está estabelecida e será manifestada em sua totalidade.

Porém, estes são tempos de mudança em que povos, nações e líderes estão fazendo suas escolhas chave. No livro O Plano de Batalha Revelado por Deus, eu tenho três capítulos que eu gostaria de encorajá-los a ler: A Guerra de Poder, A Guerra das Nações e a Guerra da Riqueza. Todos explicam como Mamom influenciará nossas tomadas de decisão enquanto as nações se levantam e contendem por poder.

Na verdade, eu creio que as mudanças dessas fronteiras, como tentativa de produzir paz, na verdade domesticará a ilegalidade dos participantes. Porém, a ilegalidade se levantará nos dias adiante. Orem pela paz de Jerusalém. Estes são tempos de mudança.

Haverá contenda após contenda. Alguns dirão que haverá paz, quando na verdade não há paz. No fim dessa mensagem, há uma porção de um artigo do site Bridges of Peace (Pontes da Paz - www.bridgesforpeace.com) que compartilha conosco como a Autoridade Palestina está encarando as discussões desta semana.

NEle,
Chuck D. Pierce


De Dan Juster:

Muitos cristãos pensam que os Estados Unidos estão pressionando Israel para desistirem da terra em favor da paz. Isso, eles crêem, levará a um julgamento da América. Isso está longe da verdade. Na verdade, tem havido mudança no governo e no consenso dos israelenses que agora querem desistir da terra em favor da paz. O maior problema em Israel hoje é que muitos não querem fazer um acordo bobo com uma entidade que poderia facilmente tornar-se um estado terrorista nas fronteiras de Israel. Israel tampouco confia na ONU ou em qualquer consórcio multinacional para fornecer segurança. A experiência do Líbano reforça o fato dramaticamente, a partir do momento em que foi permitido ao Hezbollah reconstruir totalmente seu poder depois da última guerra.

Estamos absolutamente comprometidos com a verdade de que a Terra de Israel foi prometida ao povo judeu para sempre. Ainda, precisamos também enfatizar o dilema impossível no qual Israel se encontra.

Muitos israelenses gostariam de preservar toda a terra entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo; eles também gostariam de preservar Gola (Dt 4:43). Porém, o dilema é que o que fazer com a população crescente do Banco Oeste e dos palestinos em Gaza que não são cidadãos israelenses. Estima-se que o total dessa população está entre 2,5 milhões (estimativa baixa) e 3 milhões (estimativa alta) de pessoas. Existem duas soluções para esse problema que Israel acredita serem imorais demais de se considerar e uma solução que é pelo menos possível. Uma opção é que se diga essa população para deixar o local ou morrer. Simplesmente nos livraríamos dos palestinos. Essa é a opção de transferência. Isso obrigaria uma guerra contra os países vizinhos e a abertura de suas fronteiras, marchando os palestinos até elas e então as fronteiras seriam seladas. Um atalho seria a matança dos palestinos. Graças a Deus, a grande maioria dos israelenses são demasiadamente morais para considerar isso como opções possíveis. Inacreditavelmente, eu tenho ouvido vozes de cristãos em favor dessas coisas e isso mostra que eles não têm nenhum amor pelas almas dos palestinos.

A segunda opção é simplesmente governar sobre os Palestinos para sempre e não dar a eles direitos políticos totais. Essa opção é desrespeitosa e levaria o mundo à rejeição. É verdade que a Bíblia diz que o estrangeiro e o forasteiro devem ser tratados com grande compaixão e justiça. Porém, aquele forasteiro é somente aceito na Terra se ele, por sua vontade, abraçar o papel judeu e a liderança do Estado. Os palestinos agora são mais e mais afetados pelo islamismo radical, que não pode aceitar o papel judeu do Estado.

Se Israel simplesmente mantiver a terra e der aos Palestinos a cidadania completa, eles eventualmente, em duas décadas mais ou menos, ultrapassariam a população de judeus. Essa é a má notícia demográfica.

Portanto, a população judia de Israel decidiu que a melhor opção é dividir a terra, e dar ao Banco Oeste e Gaza aos Palestinos para um Estado. O cerne desse fato é muito claro para a maioria dos judeus de Israel. Grande parte do Banco Oeste e de Gaza seria dada aos árabes palestinos para seu Estado. Israel reteria as fronteiras chaves e áreas de assentamento necessárias para segurança nas quais os assentamentos já são pequenas cidades. Israel daria até outras terras suas em troca de manter tais assentamentos.  Israel também quer manter o vale do rio Jordão. Por último, Israel daria a Jerusalém oriental aos palestinos como capital. Israel manteria o controle do pedaço judeu da Cidade Antiga e do resto da cidade, incluindo as expansões de vizinhança que ficaram do outro lado da linha verde. Israel rejeita o direito de retorno ao país para os árabes palestinos que fugiram de Israel, muitos que até hoje vivem em campos de refugiados. Qualquer retorno palestino deverá dirigir-se ao Estado Palestino.

Sabe-se que o desmonte dos pequenos assentamentos será doloroso e possivelmente violento. Aqueles que os assentaram serão os responsáveis por apoiarem a Terra. Eles são messiânicos em seus compromissos.

A divisão de Jerusalém é a questão mais crítica, mas existe maioria até para isso.

O problema real para a maioria dos israelenses de hoje é que eles não querem ser pressionados a permitirem um Estado Palestino que envolva mísseis e terror nas fronteiras de Israel. Israel abriu mão de Gaza e do Líbano e obteve o terror como resposta. Se houvesse paz real, talvez 70% dos israelenses apoiariam fazer todas essas concessões. Essa questão da terra é o que a maioria dos cristãos sionistas não entende.

Portanto, Israel se encontra em uma posição impossível. O que Israel pode fazer? Israel também encara um Hezbollah no Líbano apoiado pelo Irã ao norte, e um Hamas apoiado pelo Irã ao sul. Devemos lembrar que o Fatah tem o mesmo objetivo do Hezbollah, a destruição de Israel como um Estado judeu. O método deles é abrir a porta para o retorno dos palestinos refugiados e destruir Israel demograficamente, enquanto o mundo pressiona Israel e mais e mais para cuidar de mais refugiados.

Essa é a razão, no meio de tudo isso, pela qual temos orado

  1. Para que os EUA não pressionem Israel
  2. Para que Israel não faça um falso acordo de paz
  3. Para que o Irã seja impedido
  4. Para que as pressões dessa situação sejam usadas para propagar o Evangelho entre os judeus
  5. Para que o Evangelho avance entre os palestinos e mude os corações do povo
  6. Para que Israel permaneça firme na questão do retorno dos refugiados palestinos e que os EUA concordem. É imoral que esses amigos não tenham sido reassentados em outras terras árabes

Ainda, declaramos que a Vontade do Senhor será feita. Parece como se Deus tivesse impedido os acordos de paz no passado e o status quo2 parece ser a única possibilidade para um futuro visível. Por quê?  Porque os palestinos da mesma maneira não cederão na questão dos refugiados e porque Abbas não tem a habilidade de controlar o terror e de substituir o Hamas.


 

O dia seguinte de Annapolis: A PA (Palestinian Authority) Television mostra o mapa “palestino” apagando Israel

Apenas um dia após os líderes palestinos e israelenses na conferência de paz em Annapolis se comprometerem em negociar a paz até o fim de 2008, Mahmoud Abbas, a autoridade palestina, continua a pintar um quadro para seu povo de um mundo sem Israel.

Um clip informativo produzido pelo Bureau Central de Estatísticas da Autoridade Palestina e reprisado hoje na televisão controlada por Abbas, mostra um mapa em que Israel é pintado em cores da bandeira palestina, simbolizando que Israel teria se tornado um estado Palestino.

A descrição de todo o estado de Israel como “palestino” não é coincidência, mas é parte de uma aproximação formal e sistemática educacional dentro da Autoridade Palestina.

Essa mensagem uniforme de um mundo sem Israel vem sendo repedita em livros escolares, programas infantis, quebra-cabeças, vídeo clips, símbolos formais, escolas, nomes de ruas, etc.

O quadro pintado para a população palestina, verbalmente e visualmente, é de um mundo sem Israel.

O fato é que essa campanha continua mesmo antes da tinta da assinatura do acordo de Annapolis ter secado e parece contradizer a promessa central dos palestinos na conferência: de que Israel tem o direito de existir.

Por favor, visitem http://www.pmw.org.il/asx/PMW_mapAnapolis.asx para ver mais detalhes do clip produzido pela PA Television.

(Por Itamar Marcus & Barbara Crook, PalestineMedia Watch, 28th November 28, 2007)

Bibliografia:

1 PIERCE, Chuck D. Israel - Peace? Lawlessness? Change? Glory of Zion Ministries International. URL: http://www.glory-of-zion.org/israel20071201.htm. Tradução: Marcelo Benedeti Palermo. Revisão: Nancy Arenas, 2007.

2 WIKIPEDIA. Status Quo. URL: http://en.wikipedia.org/wiki/Status_quo. Última modificação em 3 de dezembro de 2007. Status quo, no contexto de Israel, refere-se ao acordo informal conduzido em 1947 entre líderes seculares do movimento Sionista na Palestina e líderes dos judeus religiosos, que criaram um esquema para o estabelecimento do país.

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