33ª Semana de 2018

Leitura da Semana: Salmos 69, Marcos 11, João 2 e Mateus 6

O Zelo do Messias pela Casa de Deus

"Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim."
(Salmos 69:9)

A palavra zelo significa empenho solícito em procurar o bem próprio ou alheio. Ainda significa cuidado, interesse, desvelo. Assim é a característica do Messias, profetizado pelo salmista nessa passagem.

Muitas vezes as pessoas confundem o zelo pela Casa de Deus com a idolatria ao templo. A construção de templos suntuosos não reflete necessariamente  o verdadeiro zelo. O templo do Espírito Santo habita em nós, não em uma construção feita por mãos humanas (1 Coríntios 6:19). Preste atenção nesta passagem de Marcos 11:15-17:

"E foram para Jerusalém. Entrando ele (Jesus) [na entrada e] no [pátio do] templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo [e fizesse da área do templo um atalho para tráfego]; também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores."

Para quem pensa que Jesus jamais se irou, engana-se: a partir do momento em que Ele habitou entre nós em um corpo humano, sentiu tudo o que sentimos e esteve suscetível a tudo o que passa com todos nós. Na passagem acima, Jesus fica extremamente indignado com o que vê ao entrar no templo. Ele se depara com o comércio deliberado em que transformaram a Casa de Oração - o templo. Em nossos dias, o cenário não é muito diferente. Muitas vezes, dá-se ênfase a "produtos da igreja" à venda. Já vimos situações em que, durante a distribuição do pão e do suco de uva para a Santa Ceia, obreiros também passavam oferecendo livros, CDs para quem quisesse comprar. É claro que um ministério precisa de recursos financeiros para subsistir. Entretanto, quando o cenário torna-se semelhante ao que Jesus viu, quando o comércio passa a ser o interesse principal de propulsão de um ministério, a unção simplesmente acaba, vai embora. O foco principal muda. É sobre isso que Jesus estava falando nessa passagem.

Que nunca percamos o foco principal. Que sejamos um modelo de desinteresse próprio, assim como foi Jesus, que abdicava da própria vontade para dar lugar à vontade do Pai. Se você é líder, nunca transforme o templo de Deus em um lugar de comércio. As coisas santas de Deus devem sempre permanecer santas. Não há nada de errado em se angariar recursos financeiros para o seu ministério continuar. Só não faça disso o motivo principal do seu chamado. Muitos caem por causa disso. Acabam tornando-se servos de Mamom - servem ao dinheiro, e não mais ao Senhor. E jamais poderá haver dois senhores em nossas vidas (Mateus 6:24).

O cumprimento literal de Salmos 69:9 está em João 2:13-17:

"Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no [anexo do] templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados [com suas mesas]; tendo feito um azorrague (chicote) de cordas, expulsou todos do [anexo do] templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas (de suas mesas), virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio (mercado, comércio). Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito [Nas Santas Escrituras]: O zelo (fervor do amor) da tua casa me consumirá [. Serei consumido de zelo pela honra da Tua Casa]."

O zelo de Jesus pela Casa de Deus é genuíno, verdadeiro. Assim também deve ser o nosso zelo. Tenha a motivação correta para zelar pela Casa do Pai. Reflita sobre isso nesta semana.

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