A IGREJA DE FILADÉLFIA - A IGREJA MISSIONÁRIA (1730 d.C. - Arrebatamento)
Apocalipse 3:7-13

  1. Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá:
  2. Conheço as tuas obras — eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
  3. Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.
  4. Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.
  5. Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
  6. Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.
  7. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

A cidade de Filadélfia estava bem no centro da civilização grega. Foi fundada por Átalos II Filadelfos de Pérgamo, em 189 a.C. Em 481 a.C, o rei persa Xerxes I viajou a Sardes a caminho da Grécia. O prováveis objetivos de Átalos II em fundar a cidade de Filadélfia foram estabelecer uma passagem para a cidade de Frígia e helenizar aquela população que até então falavam em seu próprio idioma, o gálico.

Hoje, Filadélfia corresponde à cidade turca de Alasehir, situada a 130km ao leste de Esmirna. Portanto, por situar-se em um local estratégico, Filadélfia foi uma cidade que exerceu grande influência sobre aquela região do mundo antigo. Segundo as Escrituras, a Igreja em Filadélfia era cheia de vida, e realmente representava o verdadeiro, autêntico Cristianismo, sem a contaminação que havia atingido outras das sete igrejas de Apocalipse.

Perfil da Igreja de FiladÉlfia

Filadélfia é um nome grego que significa "amor fraternal". O Senhor Jesus elegeu a Igreja de Filadélfia para representar o período histórico de avivamento que ocorreu na Igreja por volta de 1750 d.C. e que continuará até a ocasião do Arrebatamento. O período imediatamente anterior representado pela igreja de Sardis marcou a nova contaminação na Igreja por parte de Satanás, apesar da mesma haver passado pelo período da Reforma Protestante que deveria avivá-la, mas Satanás a atacou novamente no sentido de tentar mantê-la fria, morta, sendo novamente Igreja do Estado, tal qual era no período representado pela Igreja de Pérgamo. Tudo para tentar impedir o avivamento do Espírito Santo.

Em resumo: não foi a Reforma quem contaminou a Igreja, obviamente. Satanás tentou com que a Reforma não fosse efetiva na Igreja neste período.

Entre vários movimentos do Espírito Santo ao redor do mundo por volta de 1750 d.C. a fim de reativar o avivamento, vale a pena destacar um deles: o surgimento de John Wesley.

John Wesley, fundador da igreja metodista, surgiu como resultado de intercessão dos cristãos ingleses que clamavam a Deus por mudanças na Inglaterra da época, que estava literalmente entregue à miséria e à bebedice, sem futuro. Há registros históricos impressionantes de odres de vinho que se rompiam durante a disputa voraz da população londrina pobre por bebida, a ponto de homens e mulheres beberem o vinho que escorria pela sarjeta das ruas. A Inglaterra necessitava de mudança social drástica.

Uma das reuniões intercessórias de maior destaque foi o movimento de cem anos de oração elaborado e posto em prática pelo Conde Zindendorff, clamando a Deus por avivamento, no início do século XVIII. Pelo menos uma pessoa por dia orava pedindo perdão pelos pecados da nação inglesa, entrando na brecha (Ezequiel 22:30), fazendo com que o movimento de cem anos de oração fosse ininterrupto. Qual foi o resultado? O surgimento de John Wesley, que percorreu toda a Inglaterra montado a cavalo, sem jatinho, sem internet, e levou a Inglaterra a um dos maiores avivamentos em sua história, tirando-a da situação de miséria que vigorava até então.

O diabo tentou eliminar esse avivamento: aos oito anos de idade, John Wesley quase morreu em um incêndio criminoso misterioso em sua casa. Sua mãe narrou que John foi último dos filhos que ela conseguiu tirar da casa em chamas. Mas o diabo não conseguiu. O Poder de Deus sempre é maior. Dizia Samuel Chadwick: "O diabo treme, quando um homem ou uma mulher começa a orar, porque ele sabe que Deus vai agir". Aleluias!

Que exemplo! A intercessão muda a história! A intercessão acelera o cumprimento da Palavra! Vocês já pensaram se a Igreja Brasileira tomasse uma posição radical assim, nesses moldes? Quando isso acontecer, nosso Brasil será mudado totalmente!

O interessante disso é que o avivamento promovido pelo Espírito Santo nessa época reativou o trabalho missionário ao redor do mundo. O "ide" de Jesus (Marcos 16:15-16) voltou a ser obedecido pela Igreja. Sabem por que? Porque o resultado da intercessão é a reconciliação entre os homens e Deus. Jesus, o intercessor (mediador) entre os homens e Deus, fez isso na cruz, e a intercessão sempre produzirá esse resultado ao final: reconciliação.

Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá:
À igreja de Filadélfia, Jesus revela quatro características que não estão na visão de João em Apocalipse 1. São elas:

  • Santo: Jesus relembra a Igreja de Filadélfia acerca da Santidade Dele. Em 1 Pedro 1:16, a Palavra afirma:

"...porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo."

A Igreja de Filadélfia se preocupava muito em buscar a santidade. Por isso Jesus se revelou como Santo à eles.

  • Verdadeiro: Em João 14:6, Jesus afirma ser a Verdade. Verdadeiro, segundo o dicionário Webster, significa íntegro, genuíno, confiável, consistente com fatos ou realidade. Em Jesus, não há duvidas! Em João 6:32-35, Jesus afirma novamente que Ele é o pão verdadeiro:

"Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede."

 

Índice do Estudo do Livro de Apocalipse