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Apocalipse 11:15-19 - A VISÃo do APARECIMENTO GLORIOSO DE CRISTO

Apocalipse 11:15-19

  1. O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
  2. E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus,
  3. dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.
  4. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.
  5. Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

O contexto de Apocalipse 11:15-19

Esse trecho de Apocalipse 11 foca o terceiro "ai", predito no Julgamento da sétima trombeta. O terceiro “ai” não inicia nada na terra, mas sim a introdução aos próximos sete julgamentos: das taças.

É importante relembrar a cronologia dos eventos nesse momento. Imediatamente depois da introdução ao julgamento das taças, outros eventos importantíssimos começam a ocorrer:

  • A perseguição aos filhos de Israel (Apocalipse 12)
  • A ação do anticristo e do falso profeta (Apocalipse 13)
  • Uma visão celestial (Apocalipse 14)
  • A introdução à segunda metade da Tribulação (Apocalipse 15)

Portanto, Apocalipse 11:15-19 faz uma introdução, na esfera celestial, a todos esses eventos citados acima, que serão assombrosos sobre a terra.

"O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos..."
João ouve “grandes vozes” cantando nos céus (obviamente vozes de anjos em coro). E tais vozes anunciam os seguintes eventos:

  • O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo...”.  João visualiza o reino do anticristo em a Aparição Gloriosa de Jesus Cristo, em Apocalipse 19. Em outras palavras, é o anúncio de que o reino do anticristo será conquistado pelo Reino de Jesus Cristo quando Ele retornar à terra.
  • ...e ele reinará pelos séculos dos séculos.”. Indica que, uma vez Cristo retornando, Seu reino e governo jamais sofrerão quaisquer interrupções. Haverá uma rebelião iniciada logo após o Milênio (Apocalipse 20:7), mas Jesus a extinguirá imediatamente, impedindo-a de interferir em seu Reino

"E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra."
Os 24 anciãos caem sobre seus rostos diante de Deus e O adoram, anunciando Sua Eternidade: “Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras”. Trata-se de um cântico de ação de graças, antecipando nos céus o estágio final da atividade de Deus sobre a terra antes da vinda de Jesus.

Eles também se regozijam a respeito da consumação de Seu Reino (“...porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.”).  Jesus ainda não vai reinar até o fim da Tribulação, mas certamente reinará depois.

Os 24 anciãos prosseguem e fazem as seguintes predições:

  • Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira...”. O texto indica que as nações estarão amarguradas e indignadas com a Vinda de Cristo e se rebelarão contra Ele
  • ...e o tempo determinado para serem julgados os mortos...”. Refere-se aos santos da Tribulação que foram ceifados e mortos. O trecho não se refere aos incrédulos, porque esses serão julgados mil anos depois, no final do Milênio (Apocalipse 20:11-15). A ressurreição dos santos da Tribulação e dos que foram arrebatados ocorrerá no final da Tribulação.
  • ...e para destruíres os que destroem a terra.”. O trecho é focado especialmente no anticristo e no falso profeta. Indica que Jesus tomará os dois vivos e os lançará no lago de fogo. Seus seguidores serão mortos (Apocalipse 19:20). Podemos também visualizar que os seguidores do anticristo (assim como todos os outros que morreram sem Cristo) irão para o lugar de tormento, conforme ocorreu com o homem rico em Lucas 6, até o Julgamento do Grande Trono Branco, quando finalmente serão jogados no lago de fogo. A seriedade do julgamento de Deus sobre atitude de rebelião contra Sua oferta de salvação é retratada aqui.

"Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada."
Aqui João tem a visão do Templo de Deus nos céus. Aqui está um ponto muito interessante e essencial para entendermos do que se trata a aliança com Deus. Quando falamos em Templo, nos remetemos a Israel e, não à Igreja. O mesmo acontece quando falamos em Arca da Aliança.

Entretanto, percebam o seguinte: Israel, a Igreja e os Santos da Tribulação possuem ponto em comum: todos adquirem aliança com Deus baseado no sacrifício com sangue. Seja Israel, na época de sacrifícios de animais. Seja a Igreja, pelo sacrifício de sangue final de Jesus Cristo na cruz, seja os Santos da Tribulação, também mediante a aceitação de Jesus Cristo em suas vidas. Portanto, todos são dignos de entrar no Templo de Deus. Apocalipse 11:19 nos diz muito, porque mostra o plano de Deus para Israel unindo-se ao plano de Deus para a Igreja mediante a aceitação de Jesus Cristo com o Messias, o Ungido: a figueira habitando com a videira (Miquéias 4:4). A figueira, na Bíblia, é a representação de Israel, enquanto que a videira, a da Igreja.

Ou seja, o versículo prova que Deus nunca desistiu de Israel, e usa a Igreja para trazê-lo de volta (o que já acontece em nossos dias, e vai se intensificar cada vez mais agora no final dos tempos).

...e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.”. Aqui é o prelúdio do que vai acontecer na terra desse ponto em diante. As catástrofes naturais se intensificarão na última metade da Tribulação. 

 

Índice do Estudo do Livro de Apocalipse